Manual de utilização

Bodycam

▶ Bodycam: going live, MD, harness mode and the backup recording Tutorial em vídeo em inglês, com legendas em português.

Esta página é para quem tem o telemóvel na mão: o voluntário, o operador em terra, quem faz serviço num evento. A bodycam é o teu telemóvel com um link: nenhuma app, nenhuma palavra-passe. Quem coordena passa-te um QR ou um link — todo o resto está aqui em baixo.

Abrir a bodycam

Aponta ao QR (ou toca no link) e abre-se uma página com o nome do teu canal — por exemplo «Voluntário 03». Não é preciso nenhum início de sessão. O link é assinado e vale oito horas, salvo se a tua organização tiver escolhido outra duração no seu perfil (Validade do link bodycam, de duas horas a trinta dias): quando expirar, pede um link novo a quem coordena.

Se o link for pessoal, por baixo do nome do canal aparece o teu nome: o direto, as fotos e a gravação vão levá-lo. Se não for o teu, diz à sala antes de começar.

Mal a página esteja aberta, ficas ao alcance da sala: as ordens chegam mesmo que não estejas a transmitir. Por isso a regra do serviço é uma só: página aberta, telemóvel à vista.

Entrar em direto

Toca em Entrar em direto. O navegador pede a câmara e o microfone e, a seguir, a tua localização: diz que sim a tudo — a voz conta tanto como a imagem, os filtros contra o vento e o ruído já estão ligados, e a localização põe-te no mapa da sala. O ponto vermelho e a indicação EM DIRETO dizem que a sala te vê.

Se a rede vacilar, aparece no topo A restabelecer ligação… e a página volta a ligar-se sozinha, sem nunca desistir: não toques em nada, continua a trabalhar. Parar é uma escolha tua, com Interromper — nunca do telemóvel.

Ecrã, bateria e dados

O ecrã fica aceso enquanto a página estiver aberta: é de propósito, porque com o ecrã apagado o telemóvel congela tudo — direto e ordens. As contas da noite: transmitir consome cerca de um gigabyte por hora de dados e esgota a bateria em duas a três horas. Power bank no bolso e, se o plano assim o previr, bodycam ligada só quando a sala o pedir.

A sala sabe onde estás

A tua posição GPS começa a ser enviada quando tocas em Entrar em direto ou em Partilhar apenas a posição. O segundo botão envia a posição sem vídeo: serve para a aproximação, quando a sala diz «vai até lá e aguarda». Enquanto está ativo, o botão fica preenchido e no topo lê-se Posição partilhada com a sala — sem vídeo; Parar de partilhar desliga-o. Interromper o direto não desliga uma posição que estejas a partilhar.

Enquanto te moves, sai no máximo um ponto a cada quinze segundos; parado, o último ponto é reenviado a cada vinte segundos, para que o teu ponto no mapa da sala não fique velho. Uma linha por baixo do vídeo diz-te como está a correr: GPS ativo: a sala vê-te no mapa., ou uma linha vermelha se o GPS não estiver disponível. Com cada ponto, o telemóvel envia também o nível da bateria, onde o navegador o fornece (o Chrome no Android sim, o iPhone não): a sala vê-o antes de o telemóvel se desligar.

O rasto fica registado segundo as regras da organização: nos serviços de busca é o documento que diz que setores foram batidos.

MD — homem caído

Se estás em apuros e não podes falar, mantém premido MD no topo durante três segundos: é o «homem caído» da rádio. Enquanto manténs premido, o botão enche-se de vermelho; largar antes dos três segundos cancela. Aos três segundos, o alarme chega à sala com a tua posição, se o telemóvel a tiver — sem som e sem nada que dê nas vistas no teu ecrã, apenas uma vibração breve nos telemóveis que o permitem.

Ao lado do botão aparece um âmbar: o alarme chegou e está à espera. Passa a um verde quando a sala assumiu. Não precisas de fazer mais nada: se a sala te mandar apoio, a ordem que envia leva a ligação para a tua posição.

Às vezes é a sala a escolher a discrição: um aviso em modo Discreto chega como uma faixa fina no topo, com uma vibração breve nos telemóveis que o permitem — sem som, sem vermelho, sem piscar. É de propósito: lê-o assim que puderes, sem que quem está à tua volta dê por isso, e toca em na faixa para confirmar.

Ordens da sala

Quando a sala te manda uma ordem, o ecrã enche-se com o texto em letras grandes e pisca, o telemóvel apita e, onde o navegador o permite (não no iPhone), vibra em rajadas. O apito precisa de um toque na página depois de a abrires: serve qualquer toque. Não podes deixar de a ver — e é feito de propósito.

Lê e toca em CONFIRMAR LEITURA: a partir desse momento a sala sabe que leste, com a hora — e já sabia quando a ordem chegou ao teu telemóvel. É aquilo que um rádio não sabe fazer. Se não confirmares, o alarme repete-se a cada três segundos; se houver várias ordens em fila, chegam uma de cada vez, a começar pela mais antiga. Uma ligação dentro da ordem (uma posição, por exemplo) pode ser tocada.

Quando aparece por baixo do vídeo a linha A sala pode falar contigo, a sala também te pode falar de viva voz: a voz sai do telemóvel, ou dos auriculares, sem que toques em nada.

Pedir a palavra

Se tens algo a dizer à sala, toca no ícone da mão no topo (Pedir a palavra). O ícone fica âmbar: estás na fila da sala, ordenada por tempo de espera. Quando o operador te dá a palavra, abre a tua imagem e ouve o teu áudio: fala com a bodycam em direto. É o «escuto» da rádio, sem rádio: pedes, esperas pela tua vez, falas.

O telemóvel não é avisado quando a sala te dá a palavra: o ícone fica âmbar até lhe tocares outra vez. O segundo toque retira o pedido, ou apaga o âmbar depois de teres falado. Se o ícone ficar vermelho, o pedido não saiu: toca outra vez.

Uma foto vale um relatório

O ícone da câmara no topo (Tirar uma foto) abre a câmara do telemóvel. A foto vai para o arquivo da organização com a posição desse momento, a hora, o canal e, se o link for pessoal, o teu nome: é prova arquivada, com a sua impressão digital. É a foto da câmara, não um fotograma do vídeo — a que serve para uma régua de nível, uma matrícula, uma fissura. Funciona mesmo sem estares em direto; sem posição, a foto sai na mesma, sem ponto no mapa.

O ícone fica verde quando a foto chegou à sala e vermelho quando não chegou: nesse caso, tira-a de novo.

No arnês: batidas e auriculares

Com o telemóvel enfiado no arnês de peito, ecrã contra o peito, o táctil fica fora de jogo. O Modo arnês põe o ecrã a negro e bloqueia-o contra toques acidentais. Desbloquear exige dois gestos deliberados, porque um joelho não o deve desbloquear: mantém um dedo imóvel no ecrã durante três segundos e depois toca em Desbloquear, que fica visível cinco segundos. O modo arnês deixa-te três vias sem olhar para o telemóvel:

O conselho prático para o serviço no arnês: auriculares para ouvir (o apito das ordens e a voz da sala), batidas para responder.

A gravação de reserva

Enquanto transmites, o telemóvel grava também localmente: o indicador REC por baixo do vídeo conta minutos e megabytes. Se a rede cair, o direto interrompe-se mas a gravação continua — não se perde nada. Se o navegador não souber gravar, essa linha di-lo.

Quando interrompes aparece a barra Guardar a gravação / Eliminar, e volta sempre que reabres a página enquanto houver algo por guardar. Guardar a gravação abre a partilha do telemóvel (Ficheiros, AirDrop, Drive) ou transfere o ficheiro — MP4, ou WebM se o navegador não gravar em MP4. Guardar não esvazia o telemóvel: quando o ficheiro estiver a salvo, toca em Eliminar, que pede confirmação. Nada se apaga sozinho: é a tua prova. É preciso espaço livre no telemóvel — também aqui, cerca de um gigabyte por hora. Se o espaço estiver a acabar, a gravação para e avisa-te.

Se algo correr mal

A rede caiu: não faças nada — a página volta a ligar-se sozinha e a gravação local continua. Fechaste a página sem querer: volta a abrir o link, a gravação por guardar ainda lá está. O telemóvel está quase sem bateria: avisa a sala (de viva voz na bodycam, ou conforme as instruções recebidas) e liga o power bank; no Android a sala já vê a tua bateria enquanto a posição está a ser enviada. O rádio, se existir, continua a ser a rede de segurança: o sistema foi feito para não precisares dele, não para o proibir.