Manual de utilização
Equipa
Na área Equipa estão os membros da organização com as suas funções e os certificados dos pilotos com os respetivos prazos. São duas listas curtas, mas decidem quem pode fazer o quê e quem pode voar.
Membros e funções
A lista Equipa mostra os membros com nome e email, a função, o último acesso e um indicador de presença online. Só se chega lá como proprietário ou administrador.
As funções são quatro:
- Proprietário — acesso completo, incluindo a faturação e o plano.
- Administrador — gestão operacional completa, com as mesmas permissões do proprietário em quase todo o painel.
- Piloto — opera em missões, checklists, logbook, transmissão e terreno.
- Observador — consulta; na app de campo não pode executar ações.
Vale a pena ser preciso sobre o que muda mesmo. A linha de separação principal passa entre proprietário e administrador de um lado e piloto e observador do outro: as áreas reservadas aos dois primeiros são orçamentos, trabalhos, faturas, contratos, Equipa, faturação e plano, ordens de operação, manual de operações, canais de direto, eventos e gravações, além de ações pontuais como o recálculo da saúde das baterias. Clientes, links de partilha e certificados não têm restrições de função.
A função muda-se a partir da linha do membro, e daí também se remove alguém da organização: perde o acesso a esta organização mas não a sua conta. Uma proteção está cablada: o último proprietário não pode ser despromovido nem removido enquanto não nomeares outro. O botão de remoção não aparece sobre ti próprio.
Convidar alguém
O convite parte de Convidar membro: indicas email e função (por predefinição Piloto) e a pessoa recebe uma mensagem na língua da organização.
Antes de partir, o convite passa por um controlo de lugares disponíveis, e aqui há um detalhe que convém saber: a contagem soma os membros atuais e os convites ainda pendentes. Se o plano estiver cheio, o sistema di-lo e sugere-te revogar um convite ou subir de plano.
O convite expira ao fim de sete dias. No quadro Convites pendentes vê-los todos com email, função, quem convidou e o prazo, e podes reenviar — o que faz recomeçar os sete dias — ou revogar.
Quem recebe o link tem três caminhos. Se já tiver uma conta com esse email, entra e encontra-se dentro da organização. Se tiver sessão iniciada com um email diferente, dizemos-lho em vez de fazer trapalhadas. Se for novo, cria nome e palavra-passe e a conta nasce já com o email verificado: o próprio convite é a prova de que a caixa é dele. Um link expirado ou já usado deixa de funcionar.
Quantos lugares tens
O número de membros que podes ter depende do plano: um no plano gratuito, dois no Pilot, cinco no Crew, sem limite no Ops. Lembra-te de que os convites pendentes ocupam um lugar enquanto não expirarem ou não os revogares, por isso se a contagem não bater certo olha primeiro para aí.
Subir de plano liberta lugares de imediato; descer não remove ninguém sozinho, por isso convém pôr ordem antes.
Certificados dos pilotos
Cada piloto tem um ou mais certificados com tipo — A1/A3, A2, STS-01, STS-02 ou uma denominação livre — número, país de emissão, data de emissão, data de validade obrigatória e o PDF do documento (até 10 MB).
A lista está ordenada por validade crescente, a partir da mais próxima. A data fica vermelha quando o certificado caducou e amarela nos sessenta dias anteriores, para teres tempo de te mexeres antes que se torne um problema.
Se te vires a carregar muitos certificados, a ação Ler de foto (IA) pode pré-preencher tipo, número e validade a partir de uma imagem do documento: continua a ser um rascunho para verificar e guardar à mão. Consome créditos de processamento e só está disponível se a funcionalidade estiver ativa na instalação.
Quem pode voar
Um certificado caducado tem consequências concretas e convém conhecê-las uma a uma.
Em missão é o bloqueio mais claro: quem ocupa uma das três funções de voo — PIC, SPIC ou Piloto — tem de ter um certificado válido à data de fim da missão, caso contrário a atribuição é recusada ao guardar. As outras seis funções estão isentas: observador, operador GCS, assistente, técnico, condutor e formando. Sobre o formando convém ser explícito: está em instrução e voa em duplo comando sob a responsabilidade do PIC, portanto não se lhe pede certificado nenhum — se manobrar a aeronave por sua conta, a função a atribuir-lhe é Piloto, e com essa volta o controlo.
Fora do controlo estão também os convidados externos sem conta: dos seus certificados a plataforma não tem registo, e por isso não podem ocupar uma função de voo.
Atenção a dois detalhes: o certificado tem de estar registado nesta organização, e o sistema não verifica se o tipo de certificado corresponde à categoria da operação — qualquer certificado válido satisfaz o controlo. Esse juízo continua a ser teu.
Nas checklists de pré-voo e pré-descolagem aparece a verificação automática sobre os certificados da tripulação, com os nomes não conformes em claro. Olha apenas para as funções de voo dos membros da organização, em todas as tripulações da missão.
No semáforo pré-voo um certificado caducado gera um bloqueio e um a caducar dentro de trinta dias um aviso. É um semáforo informativo: assinala, não impede tecnicamente que se registe um voo.
No calendário de prazos e no resumo diário os certificados a caducar aparecem juntamente com as outras entradas, e no manual de operações a lista da tripulação indica o estado de cada certificado.
No dossiê de um incidente há, por fim, a verificação que mais conta: o documento regista se o piloto tinha um certificado válido no momento dos factos, não hoje.
A experiência de cada um
Os certificados dizem o que uma pessoa está habilitada a fazer; as horas dizem o que fez de facto. As segundas não estão aqui: cada piloto encontra em Voos o seu Logbook do piloto, com horas de carreira, horas do ano, atividade dos últimos noventa dias e exportações em PDF e CSV.
É o documento a anexar a uma renovação ou a mostrar a um cliente que pede experiência num certo tipo de operação — e preenche-se sozinho, voo após voo, sem que ninguém tenha de manter um registo paralelo.